quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CRÔNICA DO DIA: CARTAS, POEMAS, CONTOS, CRÔNICAS, MEMÓRIAS E MUITAS DECLARAÇÕES DE AMOR

Fundada em 1616, capital do Pará, Belém hoje completa 401 anos, e mesmo longe, este coração belenense bate forte e morre de saudades das pessoas, dos poetas, das poetizas, dos músicos da noite, dos contistas, dos cronistas, dos times de futebol, das esquinas, dos amigos, dos familiares, dos risos, dos beijos, dos abraços, das comidas típicas, do tacacá, da maniçoba, do pato no tucupi com jambú, das danças, dos casarões, dos tempos, das igrejas, das vilas, das ilhas, dos mistérios, dos cheiros, cores, luzes, de tudo que é profano e religioso. E eu pensando fazer uma homenagem a minha cidade pensei escrever uma poesia, mas lembrei de que não sei escrever poemas. Que tal um conto? Que tal uma crônica? Contar uma memória? Fazer uma carta com uma declaração de amor? Quem sabe? Tive que recorrer uma personagem já conhecida de vocês. Lembram-se da Vida? Então, com autorização pedi emprestado dela esta carta-poema-trilha-conto-crônica-memória-declaração de amor. Esta tudo ali de forma magistral, escrito com maestria, nem eu poderia ter feito melhor. Está lá na página 43, do Livro Coração Tatuado, 2016, pulsante um Coração Paraense:

“Oh, Belém ! Moça morena merecedora de finos tratos. Senhora das chuvas e trovoadas. Rasgastes as sedas da belle époque para dançar carimbó e tomar açaí com a gente, mesmo que para isso tivesse que perder um dos teus dedos. Êita, mulher cabana. Mulher pai d’égua. Seduzistes com teu encanto, com tuas cores, cheiro e sabores que só o Pará tem, eras menina. Quantas vezes tivemos a honra de brindar o teu encanto junto ao luar, ao som de um violãozinho e na companhia de inúmeros poetas, brindando o momento com uma Cuba Libre, sentados à mesa do Bar do Parque. És donzela faceira, de manto tecido a fios de ouro, que embora não mais vista, a tua alma ainda o reluz. Beleza banhada de mares, outeiros, rios, lagos, lagoas, igarapés e de muita essência extraída da tua fauna e flora. Donas das chuvas e tempestades. Rainha das mangas. Contadora de lendas e madrinha dos contos. És pescadora sim. És caçadora sim. 

Apreciadora de Museus e Teatros, espectadora sentada na primeira fila para assistir o que mais gosta em Paz. Cidade nova. Cidade Velha. Cidade de filhos esperançosos. De filhos de lábios carnudos e de cor de açaí. Vizinha de ilhas místicas, paradisíacas e afrodisíacas. Comadre do Marajó. Moça hospitaleira e gentil daqueles que vieram tomar tacacá e resolveram ficar. Mulher Basílica. Senhora da Sé. Guarda junto ao teu seio protetor o  nome de teus filhos.Garota bronzeada das praias de Mosqueiro, Salinas e Outeiro . 
Do pôr-do-sol da vila de Mosqueiro e do coco doce de Icoaraci . Colecionadora de artesanatos. Poetiza das praças. Atleta da Batista Campos. Foliã do Carnabelém. Namoradinha na janela que abres teus braços para o rio nas tardes de sol e nas noites de lua.  És Forte Presépio. E, também formosa Patricinha dos pátios de shoppings e das docas nas tardes  ensolaradas de sábado. Mulher da Paz fique em paz e que nossa Senhora de Nazaré te abençoe” .
Obrigado Belém, obrigado Vida. Feliz Aniversário.

Entre o real e o imaginário, entre a verdade e a fantasia aqui contada, o que eu já nem sei mais, encerro a crônica do dia. Um beijo à todos, fiquem com Deus. Ary Vital Filho.

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